eventick - lei da meia entrada
Dicas

Alô, alô, amigos produtores! A regulamentação da nova lei da meia-entrada, publicada no início de outubro no Diário Oficial, vai trazer algumas mudanças na venda de ingressos para eventos culturais, esportivos e educativos a partir do dia 1º de dezembro de 2015. Fique de olho:

1. Quem tem direito à meia-entrada?

Estudantes dos níveis fundamental, médio e superior, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos de baixa renda. Para ter direito ao benefício, todas essas categorias devem apresentar a documentação comprobatória (mais detalhes no item 3).

A lei não garante a meia-entrada aos idosos, porém eles podem usufruir do benefício por garantia dada pelo Estatuto do Idoso. Basta que apresentem um documento com foto que comprove a sua idade.

2. O que mudou com a nova lei?

A lei estabeleceu um limite mínimo de 40% do total de ingressos para a meia-entrada. Isso significa que, a partir de 1º de dezembro, os produtores terão de informar quantos ingressos estão disponíveis para a meia-entrada em relação ao total de entradas e quais os termos de funcionamento do benefício (quem tem direito e como ter acesso à garantia na venda e apresentação dos ingressos).

Ainda segundo o texto legal, essas informações devem ser divulgadas “de forma clara, precisa e ostensiva” nos pontos físicos de vendas e nas plataformas de vendas de tickets online.

Se o produtor quiser, ele pode estender o número de meias-entradas para além do percentual mínimo sem nenhum problema. O que não pode é disponibilizar menos de 40% do total dos ingressos, sob pena das sanções previstas em lei.

3. Quais documentos devem ser apresentados pelos beneficiários?

Para ter acesso ao benefício, os estudantes devem apresentar a carteirinha de identificação estudantil, que pode ser emitida por entidades estudantis ou diretórios acadêmicos.

Já os jovens de baixa renda que tenham de 15 a 29 anos deverão apresentar a Identidade Jovem, que será emitida pela Secretaria Nacional da Juventude. Para obtê-la, eles precisam estar inscritos no CadÚnico, base de dados do Ministério do Desenvolvimento Social que unifica o acesso aos programas sociais do governo federal.

As pessoas com deficiência, por sua vez, terão direito ao benefício mediante a apresentação de um documento com foto junto com o cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da pessoa com deficiência ou documento emitido pelo INSS que comprove a aposentadoria.

Lembrando que, caso a pessoa com deficiência necessite de um acompanhante, ele também deverá ter direito à meia-entrada.

4. Como a fiscalização será feita?

Após o término das vendas, os produtores deverão enviar relatórios sobre a venda de ingressos às autoridades competentes e às entidades estudantis. Esses documentos devem mostrar o número completo de tickets vendidos, dividindo-os em meias-entradas e em ingressos de valor cheio.

Já o poder público e as associações estudantis envolvidas deverão deixar à disposição dos produtores e dos órgãos públicos responsáveis um banco de dados com informações sobre os alunos para consultas futuras.

Em relação aos responsáveis diretos pela fiscalização, o decreto que regulamenta a lei apenas atribui aos “órgãos públicos competentes federais, estaduais, municipais e distrital, conforme área de atuação” a tarefa de observar o cumprimento do percentual mínimo de 40% dos ingressos para a meia-entrada. Não há maiores especificações sobre quais serão os órgãos.

 

E aí, deu para esclarecer as suas dúvidas sobre a nova lei da meia-entrada? Caso ainda tenha dúvidas, você pode acessar o Decreto nº 8.537, que regulamenta a concessão do benefício. Outra dica é visitar os sites das Coordenadorias Estaduais de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) para saber mais sobre o assunto!

eventick - blocos de carnaval
Temas e Locais

Que rufem os tambores: o tema do texto de hoje é sobre ninguém menos do que aquele que também é conhecido como a folia de Momo ou simplesmente os quatro dias mais esperados do ano: os dias de carnaval.

É só pronunciar essa palavrinha mágica que todo o sentimento de felicidade e animação fica aflorado e a vontade de cair na brincadeira só aumenta. Como se não fosse bom o suficiente, nós ainda temos boas notícias sobre tal assunto de interesse geral da nação: é possível, sim, se divertir com pouco nesta época do ano.

Pra quem procura por diversão garantida pra toda a turma e pela oportunidade de reunir amigos e conhecer novas pessoas em um só lugar, a criação de um bloco de carnaval traz todos os ingredientes para uma festa e tanto.

Para organizar seu bloco de carnaval com tudo a que você tem direito, listamos alguns itens que você deve considerar antes de entrar nessa empreitada. Todos estão prontos?

1. “Colocando ordem na casa”

1.1 Legalização:

Antes de começar a arrumar seus apetrechos e movimentar a trupe, o grupo deve procurar o órgão gestor do município para pedir uma autorização. Pedirão alguns documentos dos responsáveis, previsão de público, horário e data.

Os responsáveis pelo trânsito também devem ser contactados para fazer uma análise das vias que serão usadas, pois podem pedir para fazerem algumas alterações;

1.2 Taxas:

Dependendo do tamanho do evento, algumas taxas podem ser cobradas para a limpeza e participação de agentes. Caso o desfile seja feito sem autorização, os responsáveis podem responder por danos ocorridos e obrigados a pagar multa.

2. Todos prontos para cair no passo!

2.1 Participantes:

A união de um grupo de amigos, de 15 a 30 pessoas, já é o suficiente para armar um bloco de carnaval. Qualidade é importante nesse assunto: lembre-se de chamar pessoas animadas e que tenham a ver com o perfil de sua turma e de seu bloco – esse é um fator essencial!;

2.2 Identificação:

É sempre legal ter símbolos que identifiquem o grupo, o que pode ajudar, também, a atrair novos participantes para o bloco. Camisetas, “flyers”, bandeiras, bonés, e estandartes são boas opções;

2.3 Hino:

Criar aquela música animada e que diga um pouco do que a bloco representa é um item importante de organização. Um refrão bem criativo também irá ganhar destaque no desfile;

2.4 Batucada:

Os principais instrumentos de um bloco são o surdo (ou alfaia), caixa, e voz dos participantes, mas não custa nada implementar chocalhos, instrumentos de sopros, repique, cuíca e o que mais tiver a disposição.

Se estamos falando de um bloco participante do carnaval pernambucano, uma orquestra de frevo será a peça-chave para o sucesso e a adesão de novos membros ao bloco. Certifique-se que todos estejam entrosados, uma batucada sem ritmo pode se tornar uma grande dor de cabeça;

3. “Com que roupa eu vou?” Como será a apresentação do bloco ao mundo?

Im-por-tan-tís-si-mo: antes de mais nada, qual será o nome do seu bloco? A tradição nos ensina que, para fazerem sucesso, a maioria dos nomes dos blocos de rua costuma dar margem a duplo sentido e à criação de trocadilhos, criando uma atmosfera bem-humorada e criativa, que tem a cara do carnaval.

Inspirações não faltam:

Me Beija que eu sou Cineasta (Rio de Janeiro/Recife): criado no Rio, agora acontece também no Recife. Reza a lenda que a justificativa foi realmente usada por um conhecido cineasta brasileiro;

Suvaco do Cristo (Rio de Janeiro): despojada e literal referência à Cidade Maravilhosa. O nome seria totalmente diferente, até que, em uma entrevista, Tom Jobim reclamou do mofo dos armários de sua casa, alegando que lá era o próprio suvaco do cristo.

Só o cume interessa (Rio de Janeiro): criado por um grupo de montanhistas cariocas, o bloco faz uma referência bem-humorada ao objetivo principal dos montanhistas: chegar até o cume da montanha escalada.

Hoje a Mangueira entra (Recife/Olinda): o nome desse bloco cria uma brincadeira de duplo sentido envolvendo o dia do desfile da Estação Primeira de Mangueira no sambódromo carioca e uma outra interpretação para a palavra “mangueira” que significa… melhor pararmos por aqui, né?

Mulher Na Vara (Recife/Olinda) – Antes que você pense no que esse nome pode significar, lembre-se de que não é tão fácil se equilibrar em cima de uma vara (sim, literalmente!) no meio da multidão e tire suas próprias conclusões!

Além disso, tenha em mente que o desfile funciona melhor com um puxador. Parte da animação depende dele e, por isso, quanto mais carismático ele for, mais animado será o bloco. Madrinha, estandarte, fantasias e porta-estandarte também são peças que fazem toda a diferença!

E você, já tentou organizar um bloco de carnaval com os seus amigos? Tem mais ideias para essa empreitada carnavalesca? Divida conosco nos comentários!

eventick - acessibilidade em eventos
Dicas

Você sabia que existem mais de 45 milhões de pessoas com alguma deficiência no Brasil, segundo o Censo realizado pelo IBGE em 2010?

Ainda pouco discutida na organização de eventos, a acessibilidade em eventos é um tema importantíssimo e que deve ser incluído urgentemente na pauta de qualquer evento que pretenda ser democrático, inclusivo e bem-sucedido.

Garantir que um evento seja acessível a pessoas deficientes – seja parcial ou totalmente – ou com mobilidade reduzida é assegurar que elas se sintam confortáveis e tenham acesso aos serviços disponíveis no evento desde a chegada até sua saída do local.

Algumas medidas simples, porém de grande efeito, podem ser tomadas para conferir uma maior acessibilidade a diversos tipos de públicos em eventos, especialmente às pessoas com necessidade especiais. Quais são elas? Confira!

1. Analise bem e, se necessário, equipe a estrutura do local escolhido para atender às necessidades especiais de seu público

Sem dúvida, este é o item que vai fazer a maior diferença na hora de garantir a acessibilidade em eventos para os portadores de algum tipo de deficiência. A equipe de produção deve observar com muito cuidado se existe acesso e espaço suficientes para a locomoção confortável dos participantes que tenham mobilidade reduzida ou que estejam em cadeiras de rodas, por exemplo.

Caso a estrutura do local escolhido deixe a desejar em termos de acessibilidade, estude a possibilidade de contratar equipamentos móveis como rampas e cadeiras especiais que possam ser instalados temporariamente no espaço ou até mesmo de fazer uma reforma no lugar, que pode – se houver interesse de ambas as partes – ser negociada posteriormente com o proprietário do local.

Na hora da entrada, estabeleça um espaço com prioridade no setor de credenciamento e de entrega dos ingressos. Disponibilizar banheiros especiais, rampas de acesso, elevadores (quando necessário) e vagas reservadas no estacionamento também são medidas essenciais.

A lei exige que os lugares sejam reservados de acordo com o número de convidados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Em um evento para até 25 pessoas deve ser reservado um espaço para pessoa em cadeira de rodas, um assento para pessoa com mobilidade reduzida e outro para pessoa obesa.

Em eventos com capacidade de até 200 pessoas, por sua vez, devem ser reservados quatro lugares para cadeiras de rodas e um assento para cada uma das outras duas categorias. Para se ter uma ideia, uma pessoa em cadeira de rodas precisa de um espaço de 50 metros quadrados e um corredor de, no mínimo 0,30m ao redor para circulação.

Cada pessoa tem direito a um acompanhante, mas não é obrigatório que leve um. Outro ponto importante é que pessoas com deficiência visual têm direito a circular pelo evento com seu cão-guia. Oriente sua equipe de apoio sobre esse assunto para evitar contratempos.

A sinalização dos banheiros, restaurantes, palco (se houver), entrada e saída é outro ponto imprescindível. Lembre-se de disponibilizar sinais sonoros, visuais e até olfativos, se for possível, visando ampliar o acesso de todos os tipos de públicos que estiverem presentes no seu evento. Acredite: isso fará toda a diferença no resultado final!

2. Estendendo a comunicação a todos

Como falamos acima sobre a sinalização, na hora de divulgar, quanto mais amplo o leque de suportes, melhor. Plataformas para audiovisual, impresso e mídias digitais atuam bem em conjunto.

Informações úteis como local, data e programação também devem ser disponibilizadas em braile, para que possam atender às demandas dos deficientes visuais. Mapas e/ou localizações também devem ser oferecidas em braile e guias com alto-falantes podem circular pelo evento para auxiliar os participantes. Isso é bem importante!

Para atingir um público mais diversificado durante o evento, toda a comunicação deve ser objetiva, com informações úteis e letras em um tamanho legível.

3. Como os participantes com necessidades especiais chegarão ao seu evento?

Procure saber quais os meios de transporte que levam até o local do evento e se eles possuem suporte para pessoas com necessidades especiais. As vans, os ônibus e o metrô (se houver) que levam ao espaço possuem rampa de acesso, cadeiras especiais ou elevadores? Certifique-se com antecedência para que você possa buscar alternativas de transportes a tempo.

Se o espaço for distante para a maioria dos participantes, contrate reforços como micro-ônibus e vans para levar os seus convidados. No caso de um evento grande, fazer uma parceria prévia com um serviço de táxis – como o Easy Taxi ou o 99taxis – também pode evitar transtornos durante o deslocamento.

4. De olho na alimentação dos participantes

Se houver pontos de venda de alimentos e/ou bebidas ou mesmo uma mesa de bufê, é importante garantir um acesso diferenciado ou preferência para portadores de necessidades especiais.

Além disso, os restaurantes ou as praças de alimentação devem ser bem sinalizadas e localizadas em pontos estratégicos do espaço onde o evento será realizado.

Disponibilizar pratos diet, com teor de açúcar e gorduras reduzidos, livres de conservantes e opções vegetarianas, como já falamos antes aqui também ampliam as possibilidades do evento, deixando-o mais inclusivo.

Mais alguma ideia para aumentar a acessibilidade em eventos? Compartilhe conosco nos comentários!