eventick - eventos gastronômicos
Temas e Locais

Os eventos de gastronomia estão ganhando cada vez mais espaço não só junto aos entusiastas desse mercado, como também junto ao público em geral. As escolas para a formação de chefs se multiplicam pelas principais capitais e o público vai aos poucos se tornando mais receptivo a novos sabores. O crescimento dos programas de TV e até canais do Youtube ligados à gastronomia também têm um papel importante nesse processo.

Nisso tudo, surge uma certeza: organizar eventos de gastronomia pode ser bastante lucrativo e prazeroso. Contudo, para que o resultado seja, de fato, delicioso, alguns cuidados devem ser adotados para que tudo saia perfeito durante o evento. Lembre-se de que junto com o local, a data e a programação, esse item constitui um dos pontos mais importantes da produção de um evento.

Reunimos alguns ingredientes que não podem faltar na receita de um evento bem-sucedido, como a elaboração do cardápio, o fornecimento, a conservação e como evitar o desperdício de alimentos e bebidas. Estão servidos?

1. Tudo está relacionado às características do evento

Pra começar, é essencial saber quantas pessoas estarão presentes e qual será o estilo em questão – se mais clássico ou despojado, se de dia ou à noite, se na praia ou na cidade. Analise outros eventos similares ao seu para reconhecer o que é ideal para o seu público.

Os participantes preferem o sistema de consumação inclusa no valor do ingresso ou são mais adeptos do pagamento à medida que forem consumindo? No caso de uma festa de aniversário, você oferecerá todos os comes e bebes ou os convidados contribuirão/pagarão por uma parte? Levante essas questões e escolha a opção que faz mais sentido para o seu evento. Feito isso, vamos às próximas particularidades.

Em dúvida se deve servir uma refeição mais completa ou se petiscos/lanches serão suficientes? Lá vai uma mais dica: eventos mais demorados ou formais pedem refeições maiores como almoço ou jantar. Eventos com maior rotatividade de pessoas ou mais informais pedem alimentos leves.

No caso de uma celebração maior ou com um menu extenso, contrate um serviço de bufê – reunimos algumas dicas sobre esse tema aqui – ou um chef de cozinha para que tudo funcione bem e você fique mais tranquilo durante o evento.

2. Alimentação saudável, balanceada e inclusiva

De nada adianta oferecer um cardápio repleto de guloseimas deliciosas se elas não serão apreciadas pelos seus convidados e acabarão sobrando ao final do evento. Atualmente, nós sabemos que o público em geral preocupa-se bastante com a qualidade, o sabor e as propriedades dos alimentos que consome.

Isso porque é de conhecimento geral que a adoção de uma dieta saudável evita doenças e melhora a qualidade de vida, bem como traz bem-estar às pessoas. Por isso, é aconselhável evitar o excesso de comidas gordurosas e calóricas ao elaborar o menu do evento, substituindo-os por alimentos funcionais, que são gostosos, nutritivos e fazem bem à saúde. Se o evento for de grande porte e/ou o seu orçamento permitir, contrate um bom nutricionista para ajudá-lo nesta tarefa.

É importante considerar os participantes com restrições alimentares ao escolher o cardápio do evento. Já falamos anteriormente sobre esse assunto aqui, mas não custa nada lembrar de oferecer opções que abranjam um público o mais amplo possível, configurando um menu cardápio mais diversificado e democrático. No caso das bebidas, procure disponibilizar mais de duas opções com e sem álcool para os participantes.

3. Conservação: todo cuidado é pouco!

Tão importante quanto o ar que você respira é prestar atenção a este item. As condições de limpeza de tudo que esteja relacionado aos alimentos e bebidas também devem ser observadas durante todo o processo de produção, armazenamento e hora de servir. É recomendado que os alimentos sejam separados em recipientes bem lavados e desinfetados e também de acordo com o tipo (carnes, verduras, caldos etc). Todos os utensílios e talheres devem estar perfeitamente limpos.

Outro ponto de grande atenção deve ser o armazenamento. Cada tipo de comida e bebida tem suas necessidades. Algumas precisam de determinadas condições de refrigeração, outras de aquecimento constante. Alimentos em temperaturas inadequadas facilitam o desenvolvimento de bactérias que causam problemas, como intoxicação alimentar, por exemplo.

Certifique-se com antecedência se o local do evento possui freezers, coolers ou fornos, bem como todos os equipamentos de que você precisa para armazenar e servir as comidas e bebidas com o máximo de sabor e segurança alimentar.

Se os alimentos não serão feitos pela sua própria equipe, escolha cuidadosamente os fornecedores. Você deve estar absolutamente seguro sobre a procedência dos alimentos e bebidas. As frutas devem estar em boas condições e todos os demais produtos precisam estar dentro da data de validade.

Procure também adquirir e preparar alimentos perecíveis o mais próximo possível do momento de consumo. A forma de preparo das refeições para eventos também influencia muito no resultado.

Se possível, revise as condições internas de seu fornecedor. Inclusive, como a comida é servida. Fique de olho em detalhes como uso de toucas e a limpeza da cozinha. O pessoal deve ser qualificado, treinado e apresentar uma rápida capacidade de resposta frente a inconvenientes ou situações em que seja necessário modificar o cardápio. Profissionalismo é a chave para que tudo funcione com perfeição.

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4. Escolha a melhor forma de servir os comes e bebes

Você sabia que isso está diretamente relacionado ao sucesso do item acima? Não adianta fazer e conservar os alimentos em perfeitas condições se, na hora de servir, os pratos não parecerem apetitosos ou não estiverem em boas condições de armazenamento.

Ao servir pratos quentes em um almoço ou jantar, por exemplo, certifique-se de que eles continuem na temperatura correta para potencializar o sabor e a durabilidade dos alimentos. Isso afeta bastante a impressão de seus convidados sobre os comes e bebes, acredite!

Doces, em geral, costumam funcionar bem se dispostos em uma mesa especial por um período longo de tempo, mas quando falamos de frios e embutidos, por exemplo, é preciso repensar a estratégia para que não corram o risco de estragar ou perder o sabor.

Em relação às bebidas, a maior parte delas deve ser servida gelada e/ou com gelo, então observe detalhadamente as condições de resfriamento e a temperatura antes de servir. Em tempo: gelo nunca é demais na organização de um evento.

5. Da maior importância: calcule as porções de forma inteligente para evitar o desperdício

Quem trabalha com eventos sabe que, frequentemente, passa-se da conta na hora de servir os comes e bebes. Sabemos que cada evento tem a sua demanda e cada público, suas exigências, mas cabe à organização encontrar a melhor forma de “equilibrar esta balança” para consumir conscientemente e com menos desperdício. Ao reduzir o excesso, reduziremos as perdas e todo mundo sairá feliz e com a consciência tranquila.

Uma boa ideia nesse sentido é calcular bem as porções por pessoa e ver o que realmente é necessário. É realmente preciso servir três opções de sobremesa para cada participante? Se haverá refeição principal, como almoço ou jantar, a quantidade de petiscos não poderá ser reduzida? Analise tudo isso com carinho.

Crie listas – confira aqui alguns aplicativos incríveis para ajudá-lo nesta tarefa e procure comprar/encomendar apenas o que for utilizar. Além de evitar o desperdício, você economizará bastante ao adotar o consumo consciente. O seu bolso e o planeta agradecem!

6. “Dê ao povo o que ele quer”

A conta é simples: comida bem preparada, saborosa e com boa apresentação resulta em menos desperdício de alimentos. Ao servir aos seus convidados pratos dos quais eles gostem, as chances de sobrar pouco ou nada aumentam bastante.

Retomando o que dissemos no item 2, analise bem as preferências de seu público e quais as maneiras mais eficientes de “conquistá-lo pelo estômago”. Outra ideia bacana é fornecer aos participantes algumas informações sobre os ingredientes utilizados ou sobre o preparo dos alimentos, para que fiquem cientes do processo e se sintam ainda mais atraídos a consumir este ou aquele prato.

7. Aprendendo a reutilizar os recursos

Ás vezes não tem jeito: mesmo com as atitudes corretas, ainda há sobra de comidas. O que fazer com elas? Você sabia que pedaços de frutas e vegetais não utilizados e até mesmo algumas cascas podem servir de ingredientes para sucos, sopas, molhos e temperos para novos pratos?

Quando se trata de alimentos que nem chegaram a ser abertos e/ou utilizados, que tal doar a instituições ou diretamente a pessoas que estejam precisando? O que não terá uso em seu evento gastronômico poderá ser de grande valia para outras pessoas, além de evitar que comidas e bebidas passem do prazo de validade ou sejam desperdiçadas sem necessidade.

Ficou tão empolgado com a receita que fez comida demais para um evento? Divida com sua equipe, parceiros e até mesmo com sua família. Você diminui o desperdício e ainda ajuda os companheiros a economizar tempo, dinheiro e recursos!

(Ou: compartilhe o respeito e a responsabilidade!)

 

Ficou com água na boca após nossas dicas? Então é hora de pôr as mãos na massa (literalmente!) e organizar o seu próprio evento de gastronomia. Tem mais ideias para acrescentar sobre o assunto? Queremos ouvi-lo nos comentários!

eventick - harmonizar pratos de fim de nao com whisky
Dicas

Foto: Embaixadora Chivas Regal Brasil – Paula Limongi (Página no Facebook)

Dezembro é época de celebrar, confraternizar com a família, os amigos e os companheiros de trabalho. Apesar de todo mundo já estar acostumado à chamada “temporada das confras”, sempre surgem aquelas dúvidas: quais os pratos que devem ser servidos para agradar a todos e fazer a diferença em um evento? Mais ainda: com que bebidas eles podem ficar ainda mais saborosos?

Para nos dar uma mãozinha nessas questões, batemos um papo com quem realmente entende do assunto. A embaixadora do Chivas Regal no Brasil Paula Limongi nos deu algumas dicas preciosas sobre harmonização do whisky com alguns dos pratos mais queridos das festas de fim de ano. Cheers!

EVENTICK – Uma entrada que nunca falta nas ceias de natal é a amada tábua de frios, que reúne queijos e embutidos de vários tipos. Quais os queijos e frios que mais combinam com o whisky? Por outro lado, quais as opções que devem ser evitadas quando o escolhido for o whisky? Como a idade da bebida influencia nesta escolha?

PAULA – O queijos que mais harmonizam com o whisky são os de fibra dura, como o parmesão, grana padano e gouda. Em relação aos presuntos, sugiro os que tenham um toque defumado, pois amplifica as notas de defumação contidas no whisky. Fujam dos queijos que contenham fungo azul, a exemplo do gorgonzola e do roquefort. Eles são ótimos para harmonizar com vinho, no entanto chocam muito quando combinados com whisky.

O barril é responsável por 70% do sabor do whisky. Isso que dizer que quanto mais tempo ele passa envelhecendo, mas sabor ele adquire. Outro ponto importante é a redução do teor alcoólico. A maioria dos whiskies que consumimos tem 40% de teor alcoólico, todavia, quanto mais tempo ele passa no barril, menor é a sensação de álcool percebida. É o famoso “queimor” que às vezes sentimos na garganta ao engolir.

No caso dos whiskies envelhecidos, essa sensação quase não aparece. Para ter certeza de que o whisky é envelhecido, basta procurar o número que está no rótulo. Esse número revela a idade mais nova do blend que contém no whisky. Caso não haja nenhuma idade no rótulo, isso quer dizer que o whisky é um whisky standard ou como costumados chamar “non aged” (sem idade).

EVENTICK – Falando agora sobre os pratos principais, em relação ao famoso peru de natal, qual a melhor forma de harmonizá-lo com o whisky? E o tradicional bacalhau de fim de ano? Quem prefere carne ao invés de peixe ou peru deve optar por que tipo(s) de whisky?

PAULA – Para o Peru, sugiro um whisky blended com leve defumação e notas de frutas para harmonizar com modo de preparo da carne. Recomendo o Chivas 12 anos. Para o bacalhau, sugiro um whisky do estilo Single Malt da região de Speyside, que são mais florais e mais frutados, lembrando o vinho branco.

Recomendo o The Glenlivet 12 anos, fácil de encontrar em empórios e supermercados. Já para as carnes, sugiro que caso levem molho, que sejam do tipo rosti ou flambados com o whisky que será consumido. Recomendo os whiskies do estilo blended também com leve toque de defumação.

EVENTICK -Quando o assunto são as sobremesas, quais as que melhor harmonizam com o whisky? Pratos que sempre marcam presença nas festas de Natal como Petit Gateau, Mousse de Chocolate ou Panetone devem ser degustados com que tipos (e idades) de whisky?

PAULA-Para a sobremesa, sugerimos whiskies mais envelhecidos e com notas doces como chocolate amargo, baunilha e amêndoas. Quanto mais envelhecido o whisky, mais ele se assemelha a um licor. Recomendo servir em um cálice pequeno e sem gelo.

Optar pelos whiskies acima de 12 anos de idade. O Chivas 18 anos harmoniza divinamente com sobremesas que levem chocolate e frutas secas, pois acentua as notas doces da bebida, provocando uma sensação muito agradável no paladar.

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Entrevistas

Ser apaixonado pelo próprio trabalho e fazer a diferença no segmento em que atua são os principais combustíveis do dia a dia do Brunno Barranco, fundador da VERY HYPE. Bacharel em Comunicação Social com ênfase em Propaganda e Marketing, Brunno trabalha com eventos há mais de 12 anos e aceitou o desafio de sair da zona de conforto e elaborar eventos inovadores, que produzam experiências/memórias afetivas entre os participantes. Batemos um papo com o produtor e o resultado vocês conferem agora:

1.  A VERY HYPE busca criar eventos que emocionem e gerem um engajamento intenso do público. Como surgiu a ideia de trabalhar com eventos de experiências? Qual a sua visão sobre a realidade atual e o potencial desse mercado?

Sempre atuei na área de marketing e antes de fundar a VERY HYPE, trabalhei em uma consultoria inglesa de inovação. Lá, respirando criatividade e sendo estimulado todos os dias em observar inovação em todos os cantos, observei que a área de eventos tinha estacionado e se perdido em convenções acomodadas do próprio mercado. O que me fez perceber um grande potencial em criar uma empresa que fosse um agente transformador.

Os primeiros dois anos da empresa foram bem difíceis. Afinal, assumir uma posição não conformista é difícil de manter em qualquer mercado, mas agora que temos bem claro o nosso papel transformador e autêntico, tudo fica mais fácil. Cada vez mais o mercado observa o nosso olhar racional sobre o desenvolvimento de eventos. Cada vez mais eles verificam que em nossos projetos o dinheiro dos clientes rende mais e o resultado é mais efetivo.

2. O foco nas experiências gourmet também é um elemento muito explorado por vocês. O que o público pode esperar de uma experiência gastronômica? O que esse tipo de evento pode trazer de mais interessante/inovador?

De uma experiência gastronômica, ou de qualquer outra criada por nós, o público pode esperar um real envolvimento com começo, meio e fim. Montamos uma jornada em que a pessoa vai sendo conduzida naturalmente. Tudo tem um motivo de ser, nada é feito só porque achamos bonitinho ou por que “achamos legal”.

Sem sombra de dúvida o mais interessante e inovador de eventos com foco na experiência do participante é que fica claro que inovar não é necessariamente fazer algo louco ou que nunca foi feito antes, mas sim fazer algo que faça sentido para quem está vivendo aquela experiência. As pessoas ficam espantadas como que muitas vezes algo simples pode ser tão impactante e marcante, dependendo do projeto!

 

3. A VERY HYPE foi considerada umas das empresas mais criativas do Brasil, após ser finalista do prêmio Creative Business Cup 2012, concedido pelo governo da Dinamarca. Você acha que já podemos ser vistos como uma referência internacional nesse tipo de evento? 

Não… Ainda estamos engatinhando no universo da experiência do participante. Mas digo que nos próximos anos vamos ter uma reviravolta nesse sentido. Já é possível ver um número cada vez maior de profissionais em busca de uma qualificação nos temas de inovação, design de serviços e experiência do usuário. Ainda somos poucos os especialistas que se aventuram na área de eventos, mas aos poucos vamos ganhando número e espaço.

4. Quais as principais vantagens e desafios de trabalhar na área de experiências dos participantes? Quais as estratégias para se manter sempre à frente, criativo e oferecendo novos – e bons! – serviços aos seus clientes?

Quando o seu foco é centrado na experiência do participante, tudo fica mais fácil. Você consegue desenvolver um projeto muito mais rico e otimiza seu investimento. Com isso, sua vantagem acaba sendo que consegue entregar um projeto muito mais interessante para o público e o cliente consegue ver que seu dinheiro rendeu muito mais em comparação a iniciativas anteriores.

O desafio maior acaba sendo sempre não deixar se levar por convenções do mercado. As pessoas, de uma maneira geral, não querem ter o trabalho de fazer algo novo, preferem te oferecer apenas o que já está na linha de produção e isso geralmente não atende necessidades específicas e pontuais com as quais nos deparamos ao desenvolver nossos projetos.