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Entrevistas

Foto: Classe A Estúdio Fotógrafico

Compromisso com o cliente, dedicação e criatividade. É por esses e outros atributos que Tatiana Marques tornou-se uma das principais referências no mercado de eventos empresariais em Pernambuco.

Com mais de 15 anos de experiência e um olhar sensível sobre como produzir eventos de qualidade e que atinjam em cheio os objetivos de seus clientes, Tatiana acredita que o elemento humano faz a diferença na organização de qualquer evento. “Uma equipe do tipo ‘time comprometido com o organizador de eventos’ não pode faltar. Evento é ao vivo e a cores, não tem ilha de edição, só contato com gente”, destaca. Conversamos com a produtora sobre o setor de eventos corporativos, sobre suas experiências e sobre o que há de mais promissor na área atualmente. Confira:

1. Como você iniciou sua carreira e há quanto tempo atua na área de eventos corporativos? Quais as diferenças entre produzir este tipo de evento e organizar eventos em outros segmentos?

A Taciana Marques Cerimonial e Eventos (TMCE) existe desde 1999, completando 15 anos agora em 2014. Antes dela eu atuei como gerente de eventos e comunicação do Real Hospital Português e como interface da Nordeste Segurança e a Agência de Publicidade, atuando nas duas funções. Organizando eventos são mais quatro anos, mais três como freelancer e, antes disso, toda uma vida atuando nos eventos que passavam no meu caminho ou eu no caminho deles. O evento corporativo, assim como o técnico científico, não é sempre uma comemoração. São várias as razões pelas quais eles existem: o evento é uma excelente ferramenta de comunicação, uma mídia de baixíssimo custo e de naturezas diversas. Desde comercial, político, estratégico para gerenciamento de crise, comunicação empresarial com a imprensa ou públicos específicos-convenção-inauguração, visitas técnicas… Enfim, a lista de possibilidades continua. Nesse cenário ainda entram os seminários, simpósios, congressos e audiências públicas, o que é bem diferente de um evento social comemorativo, pois se tem um compromisso com uma marca e um resultado a ser alcançado.

2. O que você considera imprescindível para um bom evento empresarial? Além disso, o que esses eventos podem acrescentar de mais interessante ao mercado corporativo?

Imprescindível o conhecimento do perfil do mailing list de convidados e como para tal público se poderá realizar um evento que leve ao objetivo do cliente/dono do evento. Não adiantará ter todos os recursos e idéias fantásticas se não tiver o conhecimento da cultura, da vontade, do desejo dos convidados, tipo o perfil completo do público-alvo. O conhecimento do público e do seu comportamento social é essencial para fazer o que ele deseja. O foco do organizador de eventos é o foco do cliente dele.

O evento poderá e deverá acrescentar intimidade, respeito, amor, motivação ou outros valores positivos, dependendo do objetivo.

3. Por que é tão importante para a imagem de uma marca/empresa realizar eventos corporativos junto aos seus clientes, parceiros ou colaboradores? Quais os principais objetivos dos seus clientes ao procurar um serviço como o da sua empresa?

O evento é a mídia face to face, o produto, a idéia, o empreendimento, o nome diretamente na mão do consumidor, do público prioritário do dono do evento, daquela marca, daquele objetivo. Nada é mais importante do que o certo+certo. Nada poderá trazer melhor resultado do que o evento certo para o público certo, seja ele público interno ou externo. O principal objetivo é quase sempre positivar um relacionamento e a geração de negócios.

4. Ao longo de sua carreira, você acompanha a evolução dos eventos empresariais. O que mudou para melhor e o que ainda precisa evoluir na organização de eventos corporativos?

Mudou para melhor o mesmo que ainda falta melhorar muito: a profissionalização do setor de eventos. Seja tendo como referência quem o faz, quem o contrata, quem o enxerga como ferramenta de comunicação e quem o fomenta.

 

5. O que você recomendaria a alguém que está iniciando a profissão de produtor de eventos? Há muitos cursos/workshops para os interessados nesta área?

Recomendo saber da premissa número um: fazer eventos é trabalhar enquanto os outros se divertem (uma festa, uma inauguração) ou enquanto os outros sofrem (funeral). É importante saber, também, que enquanto os outros vão dormir, você vai continuar trabalhando. Estudar, estudar e estudar, adquirir conhecimento e informação técnica também é primordial. Hoje já se tem os cursos de graduação e de pós-graduação, em várias instituições do Brasil, mas ainda há muita coisa a ser implantada na área.

Após sete anos, voltaremos a ter o “Eventos Brasil”. Trata-se do Congresso Brasileiro de Empresas e Profissionais de Eventos, que será em Dezembro no Centro de Convenções Rebouças em SP e tem à frente a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc Brasil). Este é um excelente sinal de evolução do setor. Também está em andamento a primeira Certificação de Qualidade do setor no Brasil. Isso é muito bom.

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Entrevistas

Ser apaixonado pelo próprio trabalho e fazer a diferença no segmento em que atua são os principais combustíveis do dia a dia do Brunno Barranco, fundador da VERY HYPE. Bacharel em Comunicação Social com ênfase em Propaganda e Marketing, Brunno trabalha com eventos há mais de 12 anos e aceitou o desafio de sair da zona de conforto e elaborar eventos inovadores, que produzam experiências/memórias afetivas entre os participantes. Batemos um papo com o produtor e o resultado vocês conferem agora:

1.  A VERY HYPE busca criar eventos que emocionem e gerem um engajamento intenso do público. Como surgiu a ideia de trabalhar com eventos de experiências? Qual a sua visão sobre a realidade atual e o potencial desse mercado?

Sempre atuei na área de marketing e antes de fundar a VERY HYPE, trabalhei em uma consultoria inglesa de inovação. Lá, respirando criatividade e sendo estimulado todos os dias em observar inovação em todos os cantos, observei que a área de eventos tinha estacionado e se perdido em convenções acomodadas do próprio mercado. O que me fez perceber um grande potencial em criar uma empresa que fosse um agente transformador.

Os primeiros dois anos da empresa foram bem difíceis. Afinal, assumir uma posição não conformista é difícil de manter em qualquer mercado, mas agora que temos bem claro o nosso papel transformador e autêntico, tudo fica mais fácil. Cada vez mais o mercado observa o nosso olhar racional sobre o desenvolvimento de eventos. Cada vez mais eles verificam que em nossos projetos o dinheiro dos clientes rende mais e o resultado é mais efetivo.

2. O foco nas experiências gourmet também é um elemento muito explorado por vocês. O que o público pode esperar de uma experiência gastronômica? O que esse tipo de evento pode trazer de mais interessante/inovador?

De uma experiência gastronômica, ou de qualquer outra criada por nós, o público pode esperar um real envolvimento com começo, meio e fim. Montamos uma jornada em que a pessoa vai sendo conduzida naturalmente. Tudo tem um motivo de ser, nada é feito só porque achamos bonitinho ou por que “achamos legal”.

Sem sombra de dúvida o mais interessante e inovador de eventos com foco na experiência do participante é que fica claro que inovar não é necessariamente fazer algo louco ou que nunca foi feito antes, mas sim fazer algo que faça sentido para quem está vivendo aquela experiência. As pessoas ficam espantadas como que muitas vezes algo simples pode ser tão impactante e marcante, dependendo do projeto!

 

3. A VERY HYPE foi considerada umas das empresas mais criativas do Brasil, após ser finalista do prêmio Creative Business Cup 2012, concedido pelo governo da Dinamarca. Você acha que já podemos ser vistos como uma referência internacional nesse tipo de evento? 

Não… Ainda estamos engatinhando no universo da experiência do participante. Mas digo que nos próximos anos vamos ter uma reviravolta nesse sentido. Já é possível ver um número cada vez maior de profissionais em busca de uma qualificação nos temas de inovação, design de serviços e experiência do usuário. Ainda somos poucos os especialistas que se aventuram na área de eventos, mas aos poucos vamos ganhando número e espaço.

4. Quais as principais vantagens e desafios de trabalhar na área de experiências dos participantes? Quais as estratégias para se manter sempre à frente, criativo e oferecendo novos – e bons! – serviços aos seus clientes?

Quando o seu foco é centrado na experiência do participante, tudo fica mais fácil. Você consegue desenvolver um projeto muito mais rico e otimiza seu investimento. Com isso, sua vantagem acaba sendo que consegue entregar um projeto muito mais interessante para o público e o cliente consegue ver que seu dinheiro rendeu muito mais em comparação a iniciativas anteriores.

O desafio maior acaba sendo sempre não deixar se levar por convenções do mercado. As pessoas, de uma maneira geral, não querem ter o trabalho de fazer algo novo, preferem te oferecer apenas o que já está na linha de produção e isso geralmente não atende necessidades específicas e pontuais com as quais nos deparamos ao desenvolver nossos projetos.